Sindiserv participa de reunião e ato no Centro Administrativo Municipal

Representantes dos Sindiserv participaram na tarde desta quarta-feira (24), do Dia Nacional de Mobilização de forma conjunta com  entidades que integram o Comitê Popular de Crise-Covid, os movimentos sociais e dos trabalhadores, em frente o Centro Administrativo Municipal. Às 14h, um grupo reduzido de representantes, dentre eles a diretora do Sindiserv, Karina Santos, esteve reunido com o prefeito, Adiló Didomênico apresentando as seguintes reivindicações: lockdown por, no mínimo, quatorze dias, vacinação em massa, garantia de reforço na infraestrutura dos serviços de saúde, auxílio emergencial municipal e medidas econômicas e a participação popular no gabinete de crise e acesso aos dados da Secretaria da Saúde.

Não houve um retorno esperado. Sobre a necessidade de lockdown, Adiló justificou que os trabalhadores estariam mais protegidos no ambiente de trabalho que em casa, quando muitas vezes, não respeitam o isolamento. Em relação à vacinação, segundo o chefe do Executivo, a culpa pela morosidade recai sobre a Anvisa. “Existe a possibilidade do uso de vacinas que estão sendo aplicadas em outros países, portanto é uma alternativa, mesmo sem a aprovação do órgão, para reduzir o caos que estamos enfrentando”, destacou Karina.

Quanto às questões orçamentárias que envolvem o aporte de recursos para alavancar a economia, o prefeito alega o alto custo com a saúde e a redução de repasses federais. Ainda sobre a participação dos representantes da classe trabalhadora e de entidades de controle social no Comitê de Crise governamental, a resposta do prefeito foi que já existe um número elevado de participantes.

Quanto à utilização de servidores públicos com experiência e capacitação em urgência e emergência para atuar junto à UPA Central, Karina reforçou a importância do correto aproveitamento da expertise profissional dos servidores. “Eles já trabalharam por muitos anos no antigo Pronto Atendimento 24hs (Postão 24hs) e são extremamente qualificados para o atendimento ao paciente”, destaca.

O Dia Nacional de Mobilização ocorre no momento de maior gravidade da pandemia da Covid-19 no Brasil, com o sistema de saúde à beira do colapso em todo o país, quase 300 mil brasileiras e brasileiros mortos e o número diário de vítimas aumentando a cada dia. É momento também de alertar sobre a Reforma Administrativa, prevista na Proposta de Emenda Constitucional (PEC) nº 32/20. A PEC, que acaba com a estabilidade dos servidores e servidoras públicas, tramita na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara dos Deputados, com previsão de votação na próxima semana.

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