Sindiserv entrega doações em acampamento indígena

Imagine ter suas terras invadidas e ser impedido de retornar. Seu território se torna parte da Floresta Nacional (Flona), Unidade de Conservação Federal e nele, um museu é erguido em sua homenagem. Mas não, você não pode voltar a ocupar as terras que antes eram suas.

Ao tomar conhecimento sobre as necessidades do povo Xokleng konglui que vive em um acampamento de retomada das terras em São Francisco de Paula, a direção do Sindiserv representada pela presidente, Silvana Piroli e os diretores, Karina Santos e João Ferreira, além da integrante da Marcha Mundial das Mulheres (MMM), Scheila Xavier realizaram a entrega, nesta quarta-feira (21 de alimentos e produtos de higiene arrecadados nas campanhas de solidariedade, roupas e agasalhos angariados pela Marcha.

Conforme Karina que é diretora de diversidade do Sindiserv e integrante da Marcha, a situação de precariedade das famílias que vivem no acampamento  a Cacica Kunllung Xokleng  atua na defesa de seu território atendendo ao chamado de seus ancestrais e mantém a resistência e a proteção de seus saberes ante às políticas  implementadas na destruição das florestas e dos saberes dos povos indígenas. “A Marcha também arrecadou fundos para a construção de uma escola no acampamento. Agora, a intenção é promover um mutirão para edificar a sala”, explica.

Silvana reforça a importância de fomentar a discussão e defesa do povo indígena. “Em pleno 2021 ainda temos que lutar para que os donos das terras possam ocupá-la. É preciso respeitar nossas origens. Nossa história enriquece nossa existência, constrói o presente e ajuda desenhar nosso futuro”, destaca.

Projeto de Lei defendido por ruralistas destitui território indígena
O texto do PL 490/2009 prevê alterações nas regras de demarcação de terras indígenas cria um “marco temporal”: só serão consideradas terras indígenas os lugares ocupados por eles até o dia 5 de outubro de 1988, data da promulgação da Constituição. O texto passa a exigir das tribos, uma comprovação de posse, o que hoje não é necessário. O texto ainda flexibiliza o contato com povos isolados, proíbe a ampliação de terras que já foram demarcadas e permite a exploração de terras indígenas por garimpeiros.

Quem desejar contribuir para a manutenção da tribo e na construção da escola pode fazer por meio de PIX: 51981621601

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