SINDISERV ALERTA SOBRE O CAOS NA SAÚDE PÚBLICA

Nesta terça-feira (16/10), às 17h30, será realizado um ato em defesa do SUS em frente ao Pronto Atendimento 24h.

O SINDISERV entende que a saúde pública em Caxias do Sul vive um sério e devastador problema de gestão. É nosso dever enquanto entidade prevenir sobre os mais de 72 mil atendimentos que deixarão de ser realizados nos próximos seis meses com o fechamento do PA 24h.

A administração está fechando o cerco contra a população ao restringir o acesso ao SUS, ao entregar a saúde pública para a iniciativa privada visando o menor preço e comprometendo a qualidade do serviço (TERCEIRIZAÇÃO). As decisões mais recentes expõem a cidade à vexatória situação de fechar as portas para cidades vizinhas, negando atendimento.

A entidade defende que uma gestão se faz com diálogo, motivação e empatia tanto com a sociedade quanto com seus próprios trabalhadores. Ao contrário, o que presenciamos são atos de desprezo com quem padece pela falta do serviço e com os próprios trabalhadores. A própria gestão não consegue resolver seus conflitos. Em 20 meses, foram cinco pedidos de afastamento do cargo de Secretário Municipal de Saúde. Elencamos nove situações de alerta que precedem o caos da saúde.

Elencamos nove situações de alerta que precedem o caos da saúde:

1) A falta de profissionais na rede municipal de saúde que tem gerado muitas dificuldades para a população. O aumento desproporcional de exonerações e aposentadoria podem estar sendo motivados por perseguições e assédio contra os servidores com a intenção de forçar terceirizações dos serviços de saúde do Município. A estimativa é que 50% dos médicos peçam demissão com a terceirização do PA 24h.

2) O fechamento dos serviços como o CEREST/SERRA (Centro de Referência em Saúde do Trabalhador) acarreta prejuízos para a população, principalmente para os trabalhadores da região, considerando que Caxias é o município de referência para 49 cidades que compõe a 5ª Coordenadoria Regional de Saúde, sendo também o que possui o maior número de habitantes o que consequentemente o torna o maior beneficiário do serviço.

3) O aditamento do contrato (aumento do repasse) realizado para a empresa IGH que administra a UPA 24h, foi feito sem que a empresa, até o momento, conseguisse cumprir com as metas de atendimentos pactuados no contrato original. Portanto, não há justificativa para aumentar os valores para este serviço.

4) A falta de leitos para UTI pediátrica na rede pública de saúde é apontada como a principal causa morte de um bebê de 10 meses (Teylor Terra da Fonseca) em julho deste ano. Na cidade e região, existem apenas seis leitos de UTI pediátrica, sendo que dois são ocupados por crianças de forma permanente.

5) Caxias do Sul possui um déficit de aproximadamente 150 leitos, a informação é da própria Secretaria Municipal de Saúde (SMS). Diante deste cenário, serão 31 leitos a menos com o fechamento do PA 24h (16 leitos adultos, 10 leitos pediátricos. 05 para psiquiatria e 12 poltronas para medicação). A UPA Zona Norte é incapaz de absorver a demanda, possui 12 leitos adulto , 04 leitos pediátricos e 10 poltronas. O PA 24h mantém uma média de 400 atendimentos/dia.

6) A atual administração ignora o Legislativo e o próprio Conselho Municipal de Saúde (CMS). As ações são tomadas sem diálogo e detalhamento para a população. O objetivo é entregar o dinheiro público para iniciativa privada, que lucrará economizando no atendimento da população.

7) O plano de contingência prevê atendimento nas UBSs, porém, sem que estas tenham estrutura física para receber as demandas de novos servidores.

8) O fluxo do Plano de Contingência para receber a demanda do PA 24h não foi pactuado com os serviços hospitalares, que já atuam no limite da sua capacidade.

9) Os hospitais não são serviços “Portas Abertas”, como é o PA 24h. Os serviços hospitalares são controlados pela Central de Regulação de Leitos que atente Caxias e toda a região.

X