Sindiserv discute Campanha Salarial 2018

O Sindiserv realizou na noite de quarta-feira, 28 de março, a Assembleia da categoria para deliberar as reivindicações que estarão em tratativas com o Executivo em 2018. Os servidores votaram pelo aumento acima da inflação de 1,5% (além do repasse da trimestralidade, deverá se tornar um projeto de Lei para tornar-se permanente), aumento do auxílio-alimentação em 30% e auxílio-creche em 10%.

Entre as propostas de melhores condições de trabalho, foi definido que será proposto a reforma de cinco escolas por ano (com construção de área coberta para prática de educação física), cinco Unidades Básicas de Saúde (UBSs) por ano, além do Pronto Atendimento 24h. Os odontólogos também solicitam mais equipamentos e insumos para a realização de suas atividades, além de equiparação salarial com os médicos.

Na discussão da LEI 409 e suas equivalentes (SAMAE e FAS), deverá haver maior pressão por parte do Sindicato para o ajuste das distorções salariais. A luta pela implantação do plano de carreira permanece na pauta de reivindicações.

A revogação do decreto 19.408/2018 que permite os servidores dirigirem carros oficiais, que no entendimento da entidade, configura desvio de função e pode acarretar em graves prejuízos aos servidores, será encaminhada ao Legislativo.

Conforme avaliação da presidente do Sindiserv, Silvana Piroli, a Assembleia cumpre um papel importante de trazer à tona os anseios dos servidores, mas afirma que somente com a mobilização de todos será possível obter êxito nas negociações. “Decidimos levantar ainda mais alta nossa bandeira de luta, e para isso, é importante a participação de todos”, afirma.

Uma comissão de negociação salarial foi definida ao final da assembleia e será responsável por articular com a diretoria da entidade as formas de lutas para garantir os repasses propostos ao Executivo.

Situação econômica

O encontro iniciou com a exposição da conjuntura econômica atual e a projeção de arrecadação para o ano corrente, por meio da economista do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (DIEESE) Anelise Manganelli. O percentual empregado em salários pelo Município foi de 45,8% em 2017, sendo que o limite prudencial prevê um índice de 51,3%, portanto é viável um aumento acima do repasse da inflação de 1,5%, considerando o poder de compra cada vez menor. Para ter acesso à apresentação do DIEESE, acesse AQUI.

Repasse dos auxílios

Conforme dados que comparam os preços dos alimentos e mensalidades das escolas de educação infantil, os reajustes ficaram em 10% para auxílio-creche e 30% para auxílio-alimentação, apontados como improrrogáveis considerando o aumento da cesta básica e insumos, como gás de cozinha e energia elétrica e o valor médio mensal das creches na ordem de R$ 1 mil. Deliberado também o aumento das licenças-premio compensadas para 200 por mês.

Combate às terceirizações

As terceirizações no Município caíram em 30% no último ano, após um registro de aumento de 134% desde 2014. A redução deve-se a pressão realizada pelo Sindicato em conjunto com outras entidades para impedir que a terceirização de um dos maiores aliados da saúde da população caxiense que é o Pronto Atendimento 24h. “Buscaremos reduzir ainda mais este índice, pois a principal obra de um governo são as ações feitas para o bem-estar da população. Não é possível delegar essa missão”, afirma Silvana.

Pagamentos das ações de 1/3 de férias e horas extras

Os participantes aprovaram a proposta do Executivo em iniciar os pagamentos dos processos que envolvem as ações de 1/3 de férias e horas extras. O valor mensal empregado para o cumprimento das ações será de R$ 500 mil, pelo período de seis meses, quando o valor deverá ser revisto e ampliado conforme disponibilidade. A ordem dos pagamento obedecerá os critérios de data de protocolo e ser associado ao Sindiserv.

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