Farmácia do IPAM não será vendida!

A Farmácia do IPAM permanece sob gestão do Executivo Municipal. O projeto de Lei 238/17, encaminhado para Câmara Municipal, que previa a venda da Farmácia, foi rejeitado pela maioria dos parlamentares na manhã desta terça-feira (06/03).

O vereador Rafael Bueno (PDT) subiu à tribuna para defender a permanência da Instituição, apresentando um comparativo dos últimos quatro anos, evidenciando um padrão de crescimento no índice de lucro. “Em 2016, foi obtido um lucro de R$ 813 mil. Como se explica no ano de 2017, obter um lucro de apenas R$ 73 mil. Quem lucra com o sucateamento da Instituição?”, questionou.

A vereadora Denise Pessoa (PT) também posicionou-se contra a proposta. Após cumprimentar o Sindiserv e os funcionários da Farmácia pela mobilização, a parlamentar disse que a Câmara é o local onde a cidade se sente representada em todas as suas ações e até mesmo as diferenças. “Reconhecemos a importância da Instituição para a saúde da população caxiense. Não se mexe no que está funcionando. É regra!”, afirmou.

O vereador Paulo Périco (PMDB) comparou o número de funcionários que seriam demitidos com a venda da Farmácia ao de vagas de trabalho projetadas com a vinda da filial da Havan. “Não é possível trazermos a Havan e gerarmos 120 empregos e ao mesmo tempo, prejudicar 80 famílias com a demissão dos funcionários”, destacou.  Por fim, apenas os vereadores Renato Nunes (PR) e Chico Guerra (PRB) votaram em favor do projeto.

A presidente do Sindiserv, Silvana Piroli, comemorou o resultado ressaltando o trabalho realizado desde dezembro de 2017, quando o projeto foi protocolado. Desde então, foi criada uma Comissão Pró-Farmácia do IPAM, composta pelo Sindiserv, Sindicomerciários e funcionários da Farmácia, responsável por contrapor os argumentos apresentados pelo Executivo. Silvana recordou que o prefeito Daniel Guerra garantiu no início de 2017 que a farmácia não seria vendida. “Na ocasião, foram acordadas inclusive melhorias que projetariam financeiramente a instituição. Porém, fomos surpreendidos no final do ano com este projeto. A farmácia é uma conquista dos servidores, que acaba beneficiando toda a população. Como não objetiva lucro, ela acaba se tornando um balizador de preços no mercado, além de ser referência em medicação especial e atendimento especializado”, argumentou.

Em assembleia, os servidores, responsáveis pela sua sustentação através de contribuição mensal, lembraram que a farmácia cumpre um papel importante entre os trabalhadores municipais acometidos pelas doenças previstas no artigo 19 da Lei Orgânica Municipal, obtendo cobertura irrestrita através da distribuição gratuita de medicamentos especiais. Uma enquete realizada por meio do site do Sindiserv, apontou que 90% dos usuários são contrários à venda.

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