Fórum da Mulher Caxiense pede mais combate à violência

Representantes do Sindiserv participaram nesta manhã (08/03) da sessão da Câmara de Vereadores, em espaço alusivo ao Dia Internacional da Mulher. Azenira Lazarotto, vice-presidente do Sindilimp, falou em nome do Fórum da Mulher Caxiense.  Em seu discurso,  observou que o Dia Internacional da Mulher, lembrado hoje, costuma ser momento de homenagens e de palavras de carinho e de gentileza em relação a elas. Entretanto, na opinião da dirigente, é necessário também avançar nas reflexões e em atitudes que inibam, por exemplo, o feminicídio (quando uma mulher é morta simplesmente por ser mulher) no Brasil.

“A violência contra a mulher, infelizmente, aumenta. Uma mulher é assassinada a cada duas horas no país. No 8 de março, a televisão mostra momentos belos, mas pouco se fala dessa triste realidade que a ronda”, lamentou.

Conforme Azenira, somente em Caxias do Sul, no ano passado, ocorreram sete casos de feminicídios e, no país, o número de assassinatos de mulheres cresceu 6,51% de 2016 para 2017 (4.201 mortas em 2016 e 4.473, em 2017). A dirigente ressaltou que tais dados, segundo relatório da Organização Mundial de Saúde (OMS), conduzem o Brasil para um triste patamar: 7º lugar entre as nações mais violentas para as mulheres, num universo de 83 países.

A dirigente também critica a perda de direitos que, segundo ela, foi provocada pela reforma trabalhista do atual governo federal. “Estamos sendo as mais prejudicadas. A pauta deveria ser de avanços e conquistas e o que estamos vendo? Agora, precisamos lutar contra a reforma da previdência”, afirmou, antes de ler uma carta de mobilização, contendo esse mesmo teor.

No final, saudou as mulheres que historicamente inspiraram as lutas por justiça e cantou: “Companheiras, me ajudem, que não posso lutar só. Eu sozinha ando bem, mas com vocês ando melhor.”

Em seguida falou a vereadora Denise Pessoa (PT), que assumiu a Procuradoria Especial da Mulher recém criada pela Câmara (projeto apresentado pela vereadora Ana Corso/PT). Denise explicou as funções da procuradoria: acatar denúncias que venham ao Legislativo e que façam referência a temas de violência contra as mulheres. Atividades de luta contra abusos, e a manutenção de políticas públicas voltadas para o sexo feminino também serão obrigações da procuradoria. Denise destacou a gritante exclusão das mulheres dos espaços de decisão política e econômica e convocou as mulheres a ampliar essa participação.

(Fonte Coletivo de Comunicação Alternativa e Câmara Municipal de Vereadores)

Fotos: Rose Brogliato

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