Sindicato alerta Samae sobre perigos da privatização

 Sindicato alerta Samae sobre perigos da privatização

A direção do Sindiserv esteve reunida com a Diretor-presidente do Samae, Edson da Rosa, na manhã desta quarta-feira, 01. Entre outros assuntos, estiveram temas relacionados às condições de trabalho dos servidores e a situação financeira do município. Junto com os delegados sindicais que atuam na autarquia, também foram tratados com o Diretor-presidente, o processo administrativo referente à reestruturação de cargos do Samae, assim como as condições de trabalho dos leituristas. Nomeações, rotas de trabalho após períodos de chuva e o pagamento de penosidade, além das licenças-prêmio compensadas, também estiveram em debate.

O encontro também foi uma oportunidade do sindicato alertar o Samae sobre o erro que será uma possível privatização do Serviço Autônomo de Água e Esgoto. A presidente do Sindiserv, Silvana Piroli, reforçou que uma autarquia municipal que tem um serviço de excelência como o Samae não tem razão, motivo ou qualquer argumento para ser privatizado. Outro alerta de Silvana foi em relação à possibilidade do Samae fazer a gestão dos resíduos em Caxias do Sul, o que hoje é administrado pela prefeitura e executado pela Codeca. Ela pediu que o Diretor-presidente do Samae não tome nenhuma atitude sem buscar o diálogo com o sindicato e com a sociedade como um todo. Edson da Rosa revelou que existe um estudo em andamento no Executivo sobre o assunto e reforçou que não existe nenhuma definição sobre o tema. O Diretor-presidente do Samae avaliará os pleitos sindicais e dará um retorno aos trabalhadores. Silvana, por fim, reforçou a importância de que os servidores do Samae estejam presentes no estudo de impacto da autarquia em relação aos resíduos.

A vida não tem preço e o Samae é de todos caxienses

Após a inclusão de Caxias do Sul em um estudo contratado pelo governo Leite para a privatização de água e esgoto em 176 municípios gaúchos em 2025, o Sindiserv se posiciona totalmente contrário à possibilidade de privatização do Samae. Conforme a presidente do sindicato, o Samae tem uma longa história de dedicação e zelo com a produção de água e esgoto para que a cidade seja melhor e tenha uma maior qualidade de vida. “A água é um bem público que não pode ser privatizado. Sempre defendi a mesma coisa: o Samae é nosso. A água é um bem público que não pode ser privatizado e é estratégico que ele continue sendo público“, disse.

Para realizar o estudo de privatização, o governo Leite contratou o Fundo de Desenvolvimento da Infraestrutura Regional Sustentável que desenvolve projetos de concessão e PPPs. Atualmente, o Samae conta com seis estações de tratamento de água, abastecidas por seis bacias de captação.

Conforme a autarquia caxiense, os sistemas de abastecimento passam por rigorosos processo a fim de garantir a plena qualidade da água fornecida à cidade. Já o tratamento de esgoto conta com dez estações responsáveis pela remoção de poluentes presentes nos dejetos e devolvendo ao meio ambiente a água sem impurezas.

 

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