Sindiserv participa do Dia de Lutas em defesa da vida!

Confira como foi o ato simbólico em Caxias do Sul

O Sindiserv participou ativamente do ato simbólico na manhã desta sexta-feira, 7 de agosto, Dia Nacional de Luta, em defesa da vida e do emprego e pelo “Fora Bolsonaro” na praça Dante Alighieri. A atividade, organizada pelas centrais sindicais, sindicatos dos trabalhadores, movimentos sociais e dos trabalhadores, lembrou as 100 mil vidas perdidas na pandemia provocada pelo Coronavírus (Covid-19) e a falta de políticas públicas que amenizem o sofrimento da classe trabalhadora.

Falta de políticas públicas

Com cruzes e faixas, os participantes respeitaram o distanciamento social e as demais recomendações sanitárias da Organização Mundial de Saúde (OMS). Em cerca de 40 minutos, os representantes das entidades realizaram suas falas lembrando a necessidade de investir em testagens para os trabalhadores. Para a presidente do Sindiserv, Silvana Piroli, a luta é também para que seja estendido o auxílio emergencial e garantir uma renda básica, além de dar suporte às micro e pequenas empresas. “Precisamos de políticas públicas de investimentos na saúde e de geração de empregos e renda, bem como auxílios para as pequenas empresas que foram as mais atingidas pela pandemia”, destacou.

Precarização e ataque aos servidores

A precarização das relações de trabalho, falta de apoio à Educação e ao Fundeb e ameaça da privatização de um dos principais recursos naturais que é a água também foram lembrados no discurso. “Fora todas as políticas que congelam salários, fazem os trabalhadores pagarem a conta em momentos de crise e tratam a saúde como mercadoria. O Brasil que já havia superado a fome está voltando a integrar o mapa e sendo submisso aos interesses internacionais. Nossa luta é de longo prazo e permanente”, salientou.

Milionários x desempregados

Um levantamento na base de dados da revista Forbes sobre a renda dos bilionários da América Latina e do Caribe revelou que a renda dos 73 multimilionários da região cresceu 17% desde o início da pandemia, aumentando o total do patrimônio líquido desse pequeno grupo da sociedade em mais de 48 bilhões de dólares, entre março e junho deste ano, em comparação com o mesmo período do ano passado. Os dados foram levantados pela ONG Oxfam, que faz relatórios sobre desigualdade econômica. Dos 73 bilionários pesquisados, 42 são do Brasil. Esses brasileiros viram a fortuna crescer 34 bilhões de dólares durante a maior crise econômica da história. Enquanto isso, estima-se que 40 milhões de pessoas perderão seus empregos e 52 milhões entrarão na faixa de pobreza na América Latina e Caribe em 2020.

X