Saúde Pública: Como fica a população?

O Sindiserv participou na manhã desta quinta-feira (13/06) da mobilização contra fechamento da UBS Esplanada. A população foi comunicada há cerca de dois meses que a Unidade Básica de Saúde seria fechada para reformas. No entanto, diante de um período de inverno e sem a perspectiva de reabertura do Pronto Atendimento 24h (Postão 24h), sobrecarga da UPA Zona Norte, Hospital Geral e Pompéia as alternativas para a população são os postos de saúde. A entidade não é contra a reforma do espaço, mas reclama da falta de plano de atendimento para a demanda.

No final de 2018, o Sindiserv em conjunto com o Conselho Municipal de Saúde, realizou diversos questionamentos à Secretaria Municipal de Saúde, prevendo o caos na saúde pública. Porém, a administração seguiu com a proposta de fechamento do Postão 24h e a promessa de que estaria reformado no período de 6 meses, o que não se concretizou.

IGH

O IGH, empresa baiana que administra a UPA ZONA NORTE em Caxias do Sul, já recebeu mais de R$ 25 milhões desde 2017. As denúncias sobre a gestão do local vão desde assédio moral contra trabalhadores, não pagamento de obrigações trabalhistas bem como a falta de insumos básicos para o atendimento da população.

Onde seria o atendimento?

O vice-presidente do Sindicato, Rui Miguel da Silva, esteve presente em frente à UBS Esplanada acompanhado de representantes de entidades representativas da comunidade e o secretário-geral do Sindiserv, Valderês Fernando Leite. “Foi um ato importante para mostrar à administração que os serviços não podem ser suspensos de forma aleatória. É necessário ter cuidado e buscar formas de fazer a reforma sem suspender os serviços, buscando alternativas como locação de espaços próximos para assegurar o atendimento”, afirma Leite.

Sob pressão, Prefeitura emite nota

Diante do protesto, a Secretaria Municipal da Saúde (SMS) enviou nota dizendo que a reforma está nos planos, mas não há um cronograma de trabalho definido. A presidente do Sindiserv, Silvana Piroli, reclama a falta de diálogo e esclarecimentos. Sobre a proposta da administração em  UBS+, reforça que a posição sempre foi clara, a de eleger uma região, reformar a UBS, prover profissionais e manter o atendimento que é a prioridade. Porém, a administração nunca ouviu o Sindicato e tampouco o Conselho Municipal de Saúde. “A administração fechou arbitrariamente serviços, ampliou os gastos em saúde sem o devido retorno para a população. Com o fechamento do PA 24h os servidores foram alocados sem as devidas condições de trabalho. Ouvir as propostas da comunidade não significa voltar atrás, significa entender o processo e melhorar o projeto para atender bem. Ninguém é contra a reforma, mas é necessário planejamento”, observa Silvana.

 

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