Resistência é a palavra de ordem, TODOS(AS) em defesa da Previdência!

Nem a chuva atrapalhou a movimentação em torno do ato realizado nesta sexta-feira (22/03) que marcou o Dia Nacional de Lutas em Defesa da Previdência. Cerca de 500 pessoas participaram das atividades promovidas pelos movimentos sociais, entre eles o SINDISERV, ao longo do dia na praça Dante Alighieri. Foram realizadas explicações sobre a reforma da Previdência e simulação da aposentadoria proposta pelo governo na  maioria dos cálculos os trabalhadores precisarão trabalhar pelo menos 10 anos a mais para conquistar o direito à aposentadoria.

Durante o ato, realizado às 17h, lideranças sociais debateram informações não divulgadas pela proposta, entre elas, que o sistema de capitalização prevê um período de contribuição e se o trabalhador viver além do tempo em que poupou ficará em receber. “Nós estamos fazendo uma força-tarefa, visitando os postos de trabalho, explicando todas as armadilhas desse governo que só pensanos seus interesses”, afirma a presidente do Sindiserv, Silvana Piroli.

A sindicalista lembrou ainda que as mulheres serão as mais prejudicadas. “Querem que as mulheres paguem a conta das dívidas das grandes empresas, como se não bastasse termos uma remuneração menor, terceira ou quarta jornada de trabalho e sermos as primeiras demitidas em momentos de crise.  Nós somos o símbolo da resistência neste momento. Isso não é reforma, é o fim da previdência, do presente e futuro dos nossos filhos”, destaca.

Ao contrário do que diz o governo Jair Bolsonaro (PSL), a reforma da Previdência não vai garantir a aposentadoria das gerações futuras nem da atual, vai restringir o acesso à aposentadoria e reduzir o valor dos benefícios, em especial dos trabalhadores mais pobres.

Se o Congresso Nacional aprovar o texto da Proposta de Emenda Constitucional (PEC 06/2019) milhares de trabalhadores e trabalhadoras não vão conseguir se aposentar e muitos se aposentarão com benefícios de menos de um salário mínimo. E os que já estão aposentados terão o valor dos benefícios achatados. “Os aposentados desconhecem que também serão afetados pela proposta, com uma contribuição maior e redução do benefício”, explica o presidente do Sindilimp, Henrique Silva.

O presidente do Sindicato dos Bancários de Caxias do Sul, Nelso Antônio Bebber, destacou as ocultação de fatos que comprovam o enriquecimento de banqueiros.

A PEC impõe a obrigatoriedade da idade mínima de 65 anos (homens) e 62 anos (mulheres) se aposentarem, aumenta o tempo de contribuição de 15 para 20 anos para receber benefício parcial e acaba com a vinculação entre os benefícios previdenciários e o salário mínimo. Isso significa que os reajustes dos aposentados serão menores do que os reajustes dos salários mínimos. E mais: a reforma de Bolsonaro prevê que a idade mínima aumentará a cada quatro anos a partir de 2024. Ou seja, a regra para que um trabalhador possa se aposentar no futuro poderá ficar ainda pior.

Reaja agora, ou morra trabalhando!

#vocenaovaiseaposentar

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