SINDISERV denuncia: precarização afeta todos os setores

Um levantamento realizado pela diretooria de relações de trabalho e a secretaria-geral da entidade revela que, em média, são realizados mais de 20 denúncias por mês contra o sucateamento nos postos de trabalho.

As queixas são oriundas de todos os setores. Os problemas vão desde a falta de iluminação, más condições ergonômicas, equipamentos deteriorados, ambientes insalubres e, ainda mais grave, problemas estruturais que oferecem riscos à vida tanto de servidores quanto da população atendida.

A presidente do Sindiserv, Silvana Piroli, destaca que, dentre as prioridades da Campanha Salarial 2018, estão as melhorias das condições de trabalho para os servidores. “A nossa pauta de reivindicação inclui a reforma de cinco UBSs, a reforma do PA 24h e cinco escolas com construção de área coberta, por ano, sem que haja prejuízo no fornecimento de materiais necessários para o funcionamento do serviço. Valorizar o servidor e o servico público significa investir em condiçoes de trabalho e remuneração justa.”, assinala.

De acordo com o diretor de Relações de Trabalho, Diames Rogério de Souza, no magistério as denúncias mais recorrentes contemplam infiltrações, pátios escolares em más condições e fio elétricos expostos. No setor de obras, as principais notificações são contra ambientes insalubres, sobrecarga de trabalho e falta de materiais para execução dos serviços. A segurança opera com equipamentos desgastados e com defasagem.

O segmento da saúde amarga as principais mazelas, justamente em um ambiente que deveria atuar na prevenção e cura, registra instalações precárias, falta de materiais e profissionais. A diretora de saúde, Fernanda Borckhardt, destaca que o descaso começa pela falta de reconhecimento e valorização do servidor, passa pelas instalações que não recebem manutenção adequada e reflete na população que deveria ser recebida em um ambiente adequado. “Está na hora da Administração parar de colocar a responsabilidade pela falta de estrutura nos servidores e Conselho Municipal da Saúde (CMS) e assumir um papel que é seu”, salienta.

Conforme o secretário-geral do Sindiserv, Valderez Fernando Leite, os retornos dos encaminhamentos estão cada vez mais escassos. “Em 2017, recebíamos retornos formais via ofício ou por meio de telefonemas. Neste primeiro semestre percebemos que as respostas estão mais demoradas e muitas vezes sem uma solução concreta”, assinala.

 

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