Sindiserv apoia paralisação dos caminhoneiros

O Sindiserv entende que a solução para a situação em que se encontra o País passa pela recuperação da Petrobrás e seu papel estratégico. A paralisação do transporte rodoviário é resultado da política de aumento desenfreado de preço dos combustíveis, que atinge primeiramente a população mais pobre através do aumento do gás de cozinha.

O protesto contra a alta dos combustíveis é justo. Foram 229 reajustes nos preços do diesel nos últimos dois anos, que está 56% acima da média de preço internacional. É por isso que o Brasil está importando cada vez mais combustíveis de grandes petroleiras estadunidenses.

Desta forma, retira os recursos da União, que deveriam ser aplicados na saúde, educação e segurança pública para ressarcir a Petrobrás para sustentar a política de preços e beneficiar acionistas e empresas estrangeiras. Além disso, a direção irresponsável da Petrobrás reduziu cerca de 30% a produção de combustíveis em nossas refinarias, passando a aumentar a importação de combustíveis em cerca de 40%.

O governo tem adotado uma estratégia que visa atrair investidores para a privatização da Petrobrás. O governo não tem sequer a capacidade de dialogar, por total descrédito, com as categorias organizadas. O Sindiserv defende sempre as soluções democráticas e justas para o País. Pela recuperação da Petrobrás! Por uma política justa e soberana dos preços dos combustíveis. A solução dos impasses só ocorre com diálogo e mais democracia!

 

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Conforme a nota emitida pela Central Única dos Trabalhadores (CUT),  a pauta dos caminhoneiros dialoga com a população brasileira cansada dos desmandos desse governo e também com as pautas da Federação Única dos Petroleiros (FUP-CUT) e da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Transportes e Logística (CNTTL), e encampadas pela CUT, que aprovaram em suas assembleias os seguintes eixos:

– redução dos preços dos combustíveis e do gás de cozinha,

– manutenção dos empregos e retomada da produção interna de combustíveis,

– fim das importações da gasolina e outros derivados de petróleo,

– contra as privatizações e desmonte do Sistema Petrobrás,

– Redução das Tarifas de Energia Elétrica,

– Isenção de Pedágio para eixos suspensos

– Piso Mínimo Nacional para o Frete.

A nota declara ainda que a paralisação dos caminhoneiros chamou a atenção para um problema real, que vem sendo denunciado pela FUP e pela CNTTL desde que a direção da Petrobras mudou a política de reajuste e os preços dispararam no Brasil. Reforça também que a Petrobrás deve permanecer pública e Estatal.

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