Olhar voltado ao servidor

Ivan Pedro de Lima Setti, 56 anos, atua na Secretaria de Recursos Humanos e Logística (SRHL), diretamente no setor de emissão de folhas de pagamento. Ele, acompanhado de oito colegas, auxilia na  emissão das folhas de pagamento, cálculos de benefícios e descontos de mais de seis mil servidores. A trajetória pública iniciou em 2 de outubro de 1990. Antes disso, trabalhou por quatro anos como bancário e também no setor de cobrança de uma empresa privada.

Nesses quase 30 anos de serviço público acompanhou muitas mudanças, tanto na rotina de trabalho quando os documentos eram quase todos preenchidos manualmente ou datilografados, quanto na percepção de importância do funcionalismo para a sociedade. “A tecnologia e novos sistemas chegaram para facilitar o trabalho. Paralelamente, houve um aumento de demanda por meio da integração de novos servidores”, observa. Entre 1998 e 2001, atuou na Guarda Municipal, auxiliando na área de formação e administrativa do serviço. “Foi uma experiência muito gratificante que guardarei com muito carinho”, assinala.

Ivan ressalta que o serviço público se difere também por perseguir a excelência, independente do governo. “Imagine se trocassem todos os funcionários de quatro em quatro anos? Como seria a organização da cidade? Acredito que muitas vezes o servidor é utilizado como bode expiatório, sobre o qual recai toda a culpa pela má administração. Diferente de quem fica apenas quatro anos, nós temos o compromisso de fazer cada vez melhor com menos”.
Querido entre os colegas de trabalho e servidores que buscam atendimento, destaca-se pelo empenho e interação com o público interno. “Em outros setores, os servidores trabalham diretamente no atendimento da sociedade. No nosso trabalho em RH, o contato é sempre com servidores, dessa forma criamos muitos vínculos de amizade, mas não estamos imunes à dor. Geralmente quando há o falecimento de algum trabalhador, somos nós que encaminhamos o auxílio-funeral e ajudamos os familiares. Faz parte das nossas ações estar junto aos familiares nos momentos difíceis”, destaca.

Em 2019, quando completa o tempo necessário para aposentadoria será a vez de Ivan deixar o cargo e dedicar-se ao futuro. E o que pretende fazer com o tempo livre? “Quero descansar, colocar o sono em dia, mas isso somente nos três primeiros meses. Depois, planos não faltam, quero me dedicar a vários projetos”, afirma, sinalizando que o lado empreendedor está prestes a se manifestar.

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