Sonho de criança se tornou realidade

O sonho de infância de tornar-se servidor público e estar integrado a um ambiente onde as Leis fossem deliberadas virou realidade para Davi Pedroso Martins há sete anos, na área de informática da Câmara Municipal de Vereadores. Ele foi aprovado no primeiro concurso para a função. Natural de Porto Alegre, já havia morado em Alegrete e estava buscando fixar-se em uma cidade que “não fosse tão grande quanto Porto Alegre e não tão pequena quanto Alegrete”. “Comecei a pesquisar na wikipédia, um local que tivesse indústrias, um bom PIB e geração de empregos, então surgiu Caxias do Sul como melhor opção. Fiz concurso para o Samae, Prefeitura e Câmara e acabei sendo chamado nos três, mas optei por ficar por aqui”, recorda.

Conforme Martins, a adaptação em Caxias foi tranquila apesar das diferenças culturais locais. “É a realização de um sonho de menino, trabalhar onde se projeta o futuro da sociedade e a minha missão é tornar esse ambiente cada vez mais acessível, com respostas imediatas para a sociedade. Outro dia, olhando uma transmissão ao vivo pelo aplicativo Facebook, pensamos em implementar aqui. E já está funcionando. As pessoas podem acompanhar as sessões ao vivo, desde o início de janeiro”, comemora.

O servidor explica que o trabalho funciona de forma ininterrupta. Três profissionais atendem toda a demanda do Legislativo, 24 horas por dia. “Tudo passa pela informática, a transparência por meio do sistema automatizado que permite acompanhar o percurso das Lei na Internet. Hoje temos um dos processos mais modernos do País. Existe o documento físico e virtual, até que em breve seja aposentada de vez o documento físico”, explica. A vigília constante também faz parte da rotina. “O site da Câmara de Vereadores, por exemplo, registra em média 2 mil tentativas de invasões por mês. Também somos responsáveis por proteger o sistema e as informações de tal modo que se um servidor de arquivos parar de funcionar, não será percebido pois os dados são todos duplicados”, assegura.

Com espírito inquieto, Martins não para. Ele é acadêmico de Engenharia Civil e Informática está sempre buscando aperfeiçoamento na área. “Acho que o conhecimento deveria ser mais valorizado dentro do serviço público. Uma espécie de gestão do conhecimento, pois muitas vezes os parlamentares buscam fora, um serviço que podemos oferecer aqui. O servidor está aqui para servir e a gente precisa entender a função desta palavra”, pondera. Sobre o futuro como servidor, lamenta a falta de um plano de carreira. “Diferente da área privada, o servidor não tem um reconhecimento financeiro pelo seu esforço ou pela capacitação constante. Isso pode ser um fator desestimulante para muitos”, assegura.

Diferente de quem atua no Executivo, os servidores do Legislativo precisam de uma dose extra de maleabilidade, pois todos os anos a Presidência e, por consequência, a ideologia da casa são renovadas. “Independentemente do presidente, existe respeito pelo nosso trabalho. E uma reputação de excelência construída ao longo dos anos”, afirma. Fora do trabalho, Martins dedica seu tempo ao cuidado da gata e do cachorro, chamados de ‘Xereta’ e ‘Gibson’.

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