Nenhum direito a menos

Sindiserv diz não a terceirização e precarização dos serviços públicos

A presidente do Sindiserv, Silvana Piroli juntamente com o Secretário Geral Valderes Fernando de Oliveira Leite e o Vice- presidente Rui Miguel da Silva, reuniram-se nessa quarta-feira (08/11), no gabinete da presidente da Fundação de Assistência Social- FAS, Rosana Santini Menegotto, para esclarecer questões pertinentes às terceirizações dos serviços da FAS.

De acordo com a Presidente da Fundação de Assistência Social, Rosana Santini, para conseguirem reorganizar o quadro de servidores que atualmente encontra-se defasado e para manterem um bom atendimento aos usuários, decidiu-se por firmar parcerias com entidades filantrópicas. A casa de acolhimento Carlos Miguel, já está definida para funcionar nessa modalidade, dos dois abrigos atualmente administrados exclusivamente pelo setor público, apenas um permanecerá,  quanto aos  acolhidos do outro abrigo, serão encaminhados à uma nova modalidade chamada famílias acolhedoras.

Para a presidente do Sindiserv, Silvana Piroli, independemente da nomenclatura dada para essas novas medidas, em sua essência é a terceirização mascarada com o aval da lei. “Sabemos que essa parceria, ou gestão compartilhada é legal,  que está de acordo com a lei, mas ela é imoral, pois presta um desserviço ao serviço público, é a transferência do dinheiro público para o privado, sem a garantia de um melhor atendimento aos usuários desses serviços,” enfatizou.

A reunião foi bastante esclarecedora, Rosana se colocou à disposição para sugestões e novas formas de solucionar essa situação, o Sindicato por sua vez informou que solicitou uma conversa com o prefeito para tratar do tema terceirizações, e propor novos meios de resolver a falta de educadores nos programas de alta complexidade da FAS.  “A solução é a nomeação de novas servidores, e a formação permanente dos mesmos. A maior obra que a prefeitura pode realizar para os cidadão são os serviços. Educação, saúde, assistência social e segurança são direitos básicos que devem ser colocados em primeiro lugar, a precarização desses serviços públicos gera pobreza e miséria para nossa cidade, nossa luta é por um serviço público de qualidade, e nenhum direito a menos para os servidores”, reiterou Silvana.

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