Sindiserv requer o repasse da trimestralidade

Uma comitiva do Sindiserv composta pela presidente, Silvana Piroli, o secretário, Valderes Fernando de Oliveira Leite, o diretor de relações de trabalho, Diames Rogério de Souza Silva, a diretora de Saúde, Fernanda Luiza Borkhardt, e o diretor do Instituto de Planejamento e Assessoria, Candido Teles da Roza, esteve reunida na manhã desta segunda-feira, dia 16 de outubro, com a titular da Secretaria de Recursos Humanos e Logística (SMRHL), Vangeliza Cassânego Lorandi, para debater o repasse da trimestralidade de 0,14%, conforme índice inflacionário.

Entre os argumentos da administração pelo não repasse está o índice inflacionário apurado no primeiro trimestre de 2017 que ficou 0,44% negativo e, portanto, alega haver um aumento do poder de compra, uma vez que não é possível reduzir salários. O Sindicato discorda, salientando que os repasses são realizados avaliando-se um período de três meses, diferente de quando realizado anualmente. “Quando termina o período de três meses, as contas estão zeradas. Nenhum desconto pode ser feito no salário dos servidores com base em um trimestre anterior em que foi gerado deflação”, explica Silvana.

De acordo com a presidente, o repasse está previsto em lei e o fechamento de um trimestre não está vinculado a outro. Impasse semelhante foi relembrado em 2006, quando a administração Sartori (PMDB) utilizou-se da mesma linha de raciocínio de abatimento percentual negativo no trimestre seguinte. Na época, porém, a Prefeitura obrigou-se a realizar os repasses nos meses seguintes. “A Prefeitura sempre teve uma posição privilegiada financeiramente, não há problemas econômicos que justifiquem a falta de repasse. Nós também temos a intenção de debater a necessidade de ganho real de 1,5%. Cada um tem seu papel, o nosso é defender o servidor. Seria impossível calarmos, principalmente neste que é o mês dedicado ao trabalhador municipal, diante de uma informação destas”, destaca.

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