Conheça mais duas servidoras inspiradoras!

O projeto Servidoras Inspiradoras organizado pelo Sindiserv,  com o objetivo de homenagear as trabalhadoras que se destacam na vida profissional tem continuidade nesta segunda-feira, 15 de março, quando apresentamos dois perfis de servidoras mais indicadas pelos colegas como uma fonte de inspiração. As servidoras são Roselaine Frigeri (Educação) e Marina Perin Adami (FAS). Já Semida Castilhos (Aposentada), será apresentada na próxima semana conforme disponibilidade para receber a assessoria de imprensa do Sindiserv.

 

Nome: Roselaine Frigeri

É descrita pelos colegas como uma  excelente professora, culta, profissional, dedicada, empática, ama a educação e os alunos. Além de ativista política, luta pelos nossos direitos.

Setor: SMED – atualmente professora na E.M.E.F. Mário Quintana

Anos de autuação no serviço público: Como professora municipal, estou há 15 anos, mas antes exerci várias funções, no poder executivo e legislativo, municipal e estadual. Um orgulho pra mim….

Família: UM POUCO DA MINHA HISTÓRIA

Nasci em Caxias do Sul e sou filha de caxienses. Meu pai sempre foi metalúrgico, foi presidente do sindicato por três gestões e, quando morreu, no dia do meu aniversário de 1980, de acidente de avião, retornando de um encontro em Brasília, estava presidente da federação dos metalúrgicos do RS. Também foi jogador do Caxias, então Flamengo. Minha mãe trabalhou muito, cuidando da família e da casa, se formou professora (curso normal), mas a sociedade patriarcal fez com que ela só fosse ´trabalhar fora’ quando os filhos estavam crescidos, sendo catequista na Igreja dos Capuchinhos. Ambos sempre cobraram que fôssemos justos e solidários. Tenho uma irmã, jornalista e um irmão, contador. Sou a mais nova.

Na minha casa, sempre havia discussões políticas e filosóficas e aprendi os valores da democracia, do respeito, da justiça, da igualdade, desde cedo. Não suportava injustiça e a pobreza me incomodava muito. Incomodava a todos nós.

Desde muito nova, vivi os horrores da ditadura. E entendi a importância do exercício da cidadania e da luta por direitos.

Essa herança trago da minha infância e adolescência.

Com 6 anos vi meu irmão sendo preso e torturado. Ele era do grêmio estudantil do Cristóvão e da VAR-Palmares, tinha 16 anos; vi minha mãe ajudando meu pai a esconder e queimar livros no porão da minha casa, ele era do sindicato dos metalúrgicos e próximo ao PCB.

Assim, a minha FAMÍLIA foi (e continua sendo) a base dos meus valores, da minha história. Infelizmente, não tenho mais meu pai e nem minha mãe aqui comigo, mas seus ensinamentos e exemplos são eternos.

Na fase adulta construí minha outra família. Vivi 27 anos com o pai do meu filho, que, além de companheiro intenso (na dor e no amor… hehehe), foi (e continua sendo) um grande incentivador das minhas decisões. Com ele aprendi e ensinei muito, como em todas relações humanas. Hoje somos grandes amigos e ‘conselheiros’. E, com ele, tive meu maior tesouro: nosso filho Vitório Augusto, atualmente com 17 anos. Meu filho me ensinou muitas coisas. É inteligente, educado e carinhoso. Não penso que uma mulher precisa ter filho para se realizar, pelo contrário, sei que todas e cada uma se basta: “Prometo-me a ti ser sempre minha”, mas confesso que depois do meu filho eu penso: “Como pude viver tantos anos sem ele?” É isso que ele significa pra mim.

Como você se descreveria: Sou franca e procuro ser o mais coerente possível, um pouco impulsiva e perfeccionista, mal leal e responsável. Quando inicio algo não costumo desistir. Tenho coragem de enfrentar desafios, porque sei que não estou só na minha luta, estou com homens e mulheres com os mesmos ideais, o que me fortalece. O que mais detesto é a injustiça. Não por acaso quis fazer o curso de ‘Direito’ ainda com 13 anos, muito embora hoje eu sei que ‘direito e justiça nem sempre andam junto’. Minha história de vida se confunde com minha história de luta.

Uma música: Muitas, especialmente MPB.

Um filme: Tenho muitos que gosto demais, aliás, em algumas fases de minha vida posso me descrever como ‘cinéfila’. Atualmente, em época de pandemia, séries na Netflix e luta das mulheres, diria ser obrigatório assistir “As Telefonistas”, série maravilhosa e que, além de tudo, foi uma dica de uma ex-aluna, de 2009, a qual se tornou uma grande defensora da luta e dos direitos das mulheres. Aproveito para recomendar também “Merlí”, especialmente para meus e minhas colegas educadoras.

Uma paixão: Além do meu filho, adoro o sol, viajar e estar com meus amigos e amigas.

Um hobby: Assistir jogos de futebol e voleibol, mas mais ainda ouvir os comentários. Gosto de jogar canastra e de yoga (mas estou há muito tempo sem praticar), cinema e teatro, filmes na televisão. Gosto de ler e ressalto um livro que marcou minha história de vida, lido há exatamente 40 anos, quando estava ingressando na faculdade “O Massacre do Menor no Brasil”.

Ser servidora é: lutar por uma sociedade justa, democrática e inclusiva, porque é servir à comunidade. É aprender e ensinar, é um desafio e uma responsabilidade sem fim. É um trabalho árduo, requer competência e equilíbrio, mas é maravilhoso.

 

 

Nome: Marina Perin Adami

“Ela  inspira pois atua há apenas três anos como servidora pública e neste período já trabalhou em abrigo e hoje está lotada no POP e mesmo com a dificuldade do serviço eu nunca a vi sem um sorriso no rosto e sem atender bem o usuário. Ela é divertida, atende com amor, seus olhos brilham a cada projeto que ela põe prática, a cada ideia executada. Apesar de sua pouca idade, apenas 30 anos, ela é um exemplo a ser seguido como servidora pública, pois o carinho e amor que tem por suas profissão e por cada usuário que atende são visíveis aos olhos de qualquer um.”

 

Setor: Centro POP Rua

Anos de atuação no serviço público: 3 anos e 2 meses

Como você se descrevia: Uma pessoa alegre, de bem com a vida, que sempre tenta ver o lado bom de todas as situações.

Um filme: Até o último homem

Uma paixão: Futebol

Um hobby: Relaxar e me divertir com amigos e família.

Uma música: Não possuo nenhuma em específico, acho que depende muito do momento, das pessoas, o lugar onde esta música está sendo ouvida.

Ser servidora é: servir a população em sua totalidade, além de sempre buscar o fortalecimento das políticas públicas e garantir o acesso de todos aos seus direitos.
Ser servidora pública na FAS é desconstruir o histórico de relação caritativa para busca de direitos sociais de todos, garantir a qualidade dos serviços prestados na melhoria das condições de vida da população. É um trabalho coletivo, buscando alternativas para superar ou amenizar determinada situação vivida pelo usuário. É dedicação, respeito e empatia.

Educadora Social a três anos e dois meses na FAS, atualmente no Creas Centro Pop Rua e durante dois anos e meio estava lotada na casa de Acolhimento Sol Nascente. Técnica de enfermagem de formação e cursando o último ano da faculdade de Psicologia na FSG, entrei no serviço público por incentivo da minha mãe Assistente Social também da FAS. Apesar do pouco tempo como servidora, as experiências vividas me fazem ter cada dia mais a certeza de que escolhi a profissão certa. Minha família sempre me apoiou nesta decisão, sendo sempre meu suporte.

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