Saúde: Sindicato exige medidas protetivas concretas

A reunião do Conselho de Saúde do Sindiserv aconteceu de forma virtual na tarde desta quinta-feira (16/04) com a presença de 16 conselheiros(as). O encontro iniciou com a fala da presidente, Silvana Piroli, sobre ações que estão sendo planejadas e implementadas pelo sindicato em defesa dos servidores.

Desde que foram estabelecidas medidas protetivas no combate à pandemia provocada pelo Coronavírus (Covid-19), o Sindiserv intensificou as visitas aos postos de trabalho, além de reunir-se por três oportunidades com os representantes da Secretaria Municipal de Saúde (SMS) e Secretaria de Recursos Humanos e Logística (SRHL). Apesar disso, não há consenso em relação às medidas protetivas dos servidores que fazem parte do grupo de risco.

O Sindicato não abre mão de que sejam disponibilizados Equipamentos de Proteção Individual (EPIs) em número suficiente e que os servidores com mais de 60 anos, gestantes e portadores de comorbidades que possam desencadear a forma mais severa da doença sejam preservados.

“O ideal é que prestem serviço no formato de teletrabalho evitando a exposição. Não adianta apenas colocá-los em atividades sem contato com o público, pois o risco existe no transporte público e no próprio local de trabalho. Além disso, mesmos que não tenham 60 anos, os diabéticos, hipertensos, asmáticos, que possuam enfermidades hematológicas ou doença renal crônica devem ser avaliados caso a caso”, defende Silvana.

O Sindicato critica também a morosidade dos governantes em traçar um plano estratégico de medidas protetivas. “Nos colocamos em risco todos os dias visitando os locais de trabalho, verificando se estão disponíveis os EPIs e distribuindo álcool gel, mas essas ações não são suficientes para garantir a segurança. É preciso que haja o entendimento de que se não forem afastadas, essas pessoas correm risco de morte”, pondera.

A diretora de Saúde do Sindiserv, Karina Santos, redigiu uma carta, aprovada pelos conselheiros, que deverá ser entregue aos representantes do Executivo. No documento é reforçado o papel do Município em balizar e dar exemplo de ações que preservem a vida.

Foram discutidas as questões que envolvem as mães que não tem com quem deixar os filhos pequenos diante do fechamento das escolas infantis. “É preciso que haja empatia dos gerentes e colegas das áreas em considerar essas situações”, observa.

Por fim, Silvana voltou a criticar a falta de ação dos governantes. “Não adianta nos escutar sem partir para a ação. Nos reunimos, conversamos, acordamos e quando pensamos que as medidas serão tomadas, nada acontece!”, desabafa.

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