Campanha Salarial segue sem avanços

A reunião entre Sindiserv e Administração Municipal sobre a Campanha Salarial 2018, na tarde desta segunda-feira, 18 de junho, permanece estagnada. De um lado, o Sindicato defende o reajuste de 1,5% além da trimestralidade, reposição de perdas referente a auxílio-creche, auxílio alimentação, isonomia salarial e revisão das distorções causadas pela Lei 409 e principalmente a valorização do servidor. De outro, o Executivo reclama da arrecadação estimada e não concretizada.

O aumento das licenças-prêmio compensadas, de 140 para 200 por mês foi negado pela titular da Secretaria de Recursos Humanos e Logística (SRHL), Vangelisa Lorandi, que alegou um ser um valor muito expressivo. No entanto, a presidente do Sindiserv, Silvana Piroli, defende que o pagamento acumulado no momento da aposentadoria pode significar um impacto no orçamento municipal ainda maior.

Sobre o aumento salarial, Silvana insiste na necessidade de reposição além da trimestralidade. O argumento se baseia na composição dos índices da trimestralidade que não contemplam insumos como gás de cozinha, energia elétrica e combustível, mas o aumento constante de valor reduzem o poder de compra do servidor . A secretária de Finanças, Magda Wormann, explica que a estimativa de arrecadação ficou R$ 29 milhões abaixo do esperado e que os valores para pagamento da folha são separados entre administração, legislativo e autarquias (como o SAMAE, por exemplo que é superavitária).

Depois de uma hora de debate, ficou acordado que próxima terça-feira (26/06) uma nova reunião deverá finalizar a Campanha Salarial 2018, com as propostas do Executivo.

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