Movimento Sindical entrega carta de reivindicações

Conforme definido em reunião do Conselho Deliberativo, dia 12 de setembro, o Sindiserv enviou uma carta compromisso a todos os partidos com registro no Tribunal Regional Eleitoral (TRE).

Na manhã desta quinta-feira (27/09), a entidade, que integra o Movimento Sindical de Caxias do Sul e Serra Gaúcha, aproveitou a presença do candidato Haddad, para reiterar as necessidades dos trabalhadores, confira:

Carta de Reivindicações dos Sindicatos de Trabalhadores de Caxias do Sul e Serra Gaúcha aos Candidatos à Presidência, HADDAD e MANUELA.

O Brasil passa por um momento de grandes dificuldades, no campo político, econômico e social. Após o golpe institucional ao qual o pais foi submetido, passamos a enfrentar uma das maiores regressões civilizacionais de nossa história.

O Governo Temer, articulado com forças conservadoras no campo político e empresarial, implementaram uma reforma que desfigurou a CLT, retirando mais de uma centena de diretos consolidados e construídos em 75 anos de história. Criaram a figura do contrato intermitente, que não dá garantia de jornada e de salário mínimo a quem sobrevive do trabalho, generalizaram o processo de terceirização e precarização do trabalho, permitindo trabalho insalubre e perigoso às mulheres gravidas e lactantes, inviabilizaram o acesso do trabalhador à justiça. Fazem acordos lesivos prevalecerem sobre a lei, tornando letra morta as mínimas proteções ao lado em desvantagem na relação trabalhista, abrindo caminho para uma espécie de capitalismo sem limites à exploração, dentre outras maldades.

Aprovou ainda, com apoio dos que hoje sustentam as candidaturas do campo conservador, a famigerada PEC 95, que congela por 20 anos os investimentos em saúde, educação, segurança e investimentos públicos, ao mesmo tempo que preserva o lucro dos banqueiros e especuladores financeiros, aos quais destina quase metade do orçamento da união.

Outro grande entrave é o processo de desindustrialização que se aprofunda e precisa ser revertido, com mais investimentos públicos e privados, com a modernização de nosso parque industrial que precisa acompanhar as mudanças promovidas com a 4ª. revolução industrial. Estes fatores, somados à política macroeconômica resultaram na chaga do desemprego, que atinge os maiores patamares da história de nosso pais, chegado a 14 milhões de pessoas que junto com os desalentados ultrapassam os 27 milhões de brasileiros, hoje fora do mercado de trabalho. O subemprego e o trabalho precário campeiam.

Outra grande mentira deste governo, é o chamado déficit da previdência, que comprovadamente não existe. Queremos uma auditoria das contas da previdência, e que os sonegadores sejam cobrados, e se necessário, um amplo debate com a sociedade para construirmos coletivamente saídas que não acabem com este direto inalienável do trabalhador e da trabalhadora do campo e da cidade.

As ameaças não se esgotam nesse governo, elites conservaras declaram abertamente a intenção de continuar e aprofundar o aviltamento do trabalhador, a piora das condições de vida do povo, a entrega do patrimônio nacional. Para impor tais propósitos pregam restrições à democracia e até recorrer ao o fascismo.

Diante deste quadro dramático, vimos a presença de Vossas Senhorias, apresentar esta singela pauta de reivindicações dos Trabalhadores e Trabalhadoras da Serra Gaúcha:

1 – Revogação da reforma trabalhista implementada pelo Governo ilegítimo de Temer, que desconstruiu a CLT e os instrumentos de proteção ao trabalho;
2 – Revogação da Emenda Constitucional 95, que congela por 20 anos os investimentos em Saúde, Educação e Segurança;
3 – Adoção de medidas imediatas para o fortalecimento da indústria nacional, geração de empregos e distribuição de renda;
4 – Retomada da política de valorização do Salário Mínimo;
5 – Suspensão da proposta de reforma da Previdência proposta pelo governo temer, que acaba com o direito a aposentadoria dos trabalhadores brasileiros. Auditoria das contas e cobrança dos sonegadores.
6 – Instalação da UFRGS na Serra Gaúcha.

Caxias do Sul, 27 de setembro de 2018.
Sindicatos de Trabalhadores de Caxias do Sul e Serra Gaúcha

X