Abaixo-assinado busca mobilizar contra as reformas e para Greve Geral

O movimento sindical de Caxias do Sul esteve na praça Dante Alighieri nesta sexta-feira, dia 7, realizando uma grande coleta de assinaturas contra as reformas Trabalhista e Previdenciária propostas pelo Governo Temer.

A coleta para o abaixo-assinado contra as reformas busca angariar o apoio popular e também conscientizar sobre as perdas que estas mudanças irão representar para toda a população. Além disso, os sindicatos buscam mobilizar para a Greve Geral no dia 28 de abril.

“Estamos esclarecendo a população para o que representam estas reformas e também chamando para a mobilização do dia 28 de abril. As pessoas estão vendo e querendo participar”, explica Silvana Piroli, presidente do Sindiserv.

Para o estudante e metalúrgico Lucas Bittencourt Gobetti, 22 anos, o abaixo-assinado é uma forma válida da população se manifestar, já que poucas pessoas conseguem ter suas opiniões distribuídas massivamente. “Querendo ou não, somos muito influenciados pela opinião de poucas pessoas, não é a opinião da maioria que vemos na mídia”, diz. “Não é possível que aconteça uma reforma que coloca todo o ônus no colo da população. Da forma que estão sendo propostas, afastam os jovens do interesse pelo mercado de trabalho”, acredita.

Desinformação e legitimidade

A falta de informação da população sobre os temas é uma preocupação para Omar Fim, do Sintep/Serra. “Ainda existem muitas pessoas que não sabem do que tratam essas reformas e a grande mídia vem fazendo uma campanha de massificação, querendo convencer o povo de que são necessárias, quando sabemos que não são” diz. “Queremos mostrar o outro lado da moeda, que o objetivo das reformas é aumentar o lucro do capital atacando os direitos dos trabalhadores”, defende.

Já a falta de legitimidade do Governo Temer para propor reformas de tal amplitude foi questionada pelo diretor do Sindicato dos Bancários, Pedro Incerti. “Este é um governo que não tem legitimidade nem moral para fazer reformas tão profundas, que mexe com a vida de tantas pessoas, desde jovens que não ingressaram no mercado de trabalho, passando pelos trabalhadores rurais e praticamente todos os urbanos”, fala. “É preciso que cada cidadão faça a devida cobrança e abra o olho com o que está acontecendo”, defende.

Os sindicatos continuarão recolhendo assinaturas nas próximas semanas.

Fotos Karine Endres

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