Demandas da categoria entram em debate na noite desta terça

 Demandas da categoria entram em debate na noite desta terça

O Sindiserv realizou na noite desta terça-feira, 9, a assembleia geral que deliberou pontos da Campanha Salarial 2026. Em auditório com dezenas de servidores e sob comando da presidente, Silvana Piroli os servidores demonstraram descontentamento com uma série de problemas que vêm enfrentando no dia a dia de trabalho.

A administração não apresentou uma proposta para todos os itens da pauta, se compromete em janeiro a repassar a inflação e os outros itens vai apresentar também no próximo ano. Nós discutimos então a importância de manter a mobilização, nós queremos uma resposta até março para poder então resolver a campanha salarial deste ano. Mesmo que a inflação seja paga em janeiro, nós ainda temos uma série de outros pontos de pautas importantes“, destacou.

O projeto do Executivo municipal que institui o Regime Especial de Atuação em Saúde (REAS) para os servidores efetivos da área da saúde foi uma das pautas em debate. Silvana lembra que o projeto será aplicável de forma facultativa exclusivamente aos servidores efetivos com carga horária semanal de 20 horas nas atividades de Assistente Social, Enfermeiro, Farmacêutico, Fisioterapeuta, Fonoaudiólogo, Nutricionista, Odontólogo e Psicólogo.

Com relação ao REAS, foi feito um debate importante, algumas sugestões que serão levadas para a Secretaria da Administração e a gente espera que também esse avanço aconteça, sempre dentro da transparência necessária para que todos os servidores tenham o direito de ampliar sua carga horária dentro do que é importante para o serviço público“, disse.

Durante a reunião também se falou sobre o remanejamento dos 9º anos da rede municipal para a estadual. Silvana apresentou para a categoria uma lista de atividades desenvolvidas pelo sindicato sobre o assunto. Segundo a Diretora de Educação do Sindiserv, Silvia Betamin de Souza, a SMED não considerou os dados apresentados e a preocupação do sindicato com o tema. “Pra nós isso demonstra que a gestão que está na Secretaria não é nada democrática“, disse.

Sobre a reforma administrativa, Silvana reforçou a necessidade dos servidores pressionarem os deputados para que não votem favoráveis à PEC 38/2025. Ela lembrou que a PEC apresenta, na essência, um fator de destruição do serviço público, abrindo margem para o aumento do volume de contratações e terceirizações.

Por fim, Silvana relatou ainda que, entre diversas reivindicações da categoria, estão a recomposição salarial de 3%, pagamento de auxílio-alimentação no período de afastamento por acidente de trabalho e o pagamento do valor do vale refeição por matrícula. Criar protocolos sobre procedimentos a serem adotados em episódios de racismo e assédio moral e sexual contra servidores e implantar uma rede de apoio às vítimas também são pedidos da categoria, assim como a melhoraria nas condições de trabalho. “A categoria está firme, unida e confiante de que é possível avançar“, finalizou.

Clique aqui e leia a pauta de reivindicações.

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