Audiência pública lota Câmara contra terceirização do PA24h

Com o plenário lotado, o primeiro pronunciamento foi do representante do Conselho Nacional de Saúde, Marlonei dos Santos, que criticou a postura da atual gestão e alertou para a possível privatização total da saúde. “É uma atitude narcisista. Este prefeito não poderá levar este mandato até o fim”, denuncia.

O presidente do Conselho Municipal, Paulo Cardoso Alves, salientou que os 36 conselheiros analisarão as propostas para a área da saúde e ao final da audiência, reafirmou que não há influência da gestão nas decisões do órgão.

A presidente do Sindiserv, Silvana Piroli, afirmou que a entidade e os servidores são à favor do programa UBS+, mas critica o posicionamento do executivo em entregar a gestão do PA 24h para uma empresa privada. “O município perde o controle da qualidade dos serviços e da gestão. Perde a população. Perde o município”, adverte.

Os parlamentares e integrantes da mesa também se manifestaram, apontando diversas denúncias de irregularidades trabalhistas na UPA Zona Norte, a falta de diálogo entre o município e exoneração de médicos. Os vereadores Rodrigo Beltrão/PT e Édio Eloi Frizzo/PSB sugeriram a criação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) na área da saúde, para investigar o que está acontecendo na área da saúde e o interesse do governo em repassar obrigações a iniciativa privada. Alberto Meneguzzi/PSB também lembrou as denúncias feitas ao Ministério Público do Trabalho (MPT), referentes ao descumprimento de itens que compõem o contrato entre a prefeitura e IGH.

Lideranças comunitárias e servidores do PA24h também usaram a tribuna para manifestações. A técnica de enfermagem, SôniaCristóvão, 44 anos, explica que a mudança proposta pelo governo Guerra, causará impactos na sua vida pessoal e profissional. “Caso haja a transferência para as Unidades Básicas de Saúde (UBSs), terei que me adequar em outros horários para poder cuidar da minha filha de 11 anos, além disso, tenho experiência na área de emergência, assim como os outros profissionais que atuam lá. Com essa mudança quem perderá será também a população”, conta.

No encerramento, o presidente da Comissão de Saúde discursou contra a terceirização e sinalizou a apresentação de uma moção de repúdio e convocação do governo municipal.

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