Sindicato rebate declarações do prefeito na imprensa

 Sindicato rebate declarações do prefeito na imprensa

A publicação de uma entrevista do prefeito Adiló Didomenico ao grupo RBS nesta quarta-feira, 22, preocupou a direção do Sindiserv. Segundo matéria publicada no site do jornal Pioneiro, “Adiló afirmou que a reforma realizada no primeiro mandato não foi a ideal e não descarta a necessidade de um novo ajuste no futuro, ainda que a longo prazo. Atualmente, a rubrica consome R$ 20 milhões ao mês do caixa livre, embora a reserva do fundo esteja aumentando com projeção de atingir R$ 1 bilhão até o fim do ano”. A presidente do sindicato, Silvana Piroli, rebate a informação. Segundo ela, não há mais o que tirar do servidor. “A reforma da previdência foi brutal. Os servidores públicos de Caxias do Sul não têm mais integralidade, não têm paridade, vão se aposentar pela média. Os servidores que entraram depois da reforma têm o teto da Previdência do regime geral, pagam escalonado na ativa. Aposentados que recebem, em média R$ 3 mil/mês pagam 14%“, revelou.

Na entrevista, o prefeito reforçou que a parceria público privada da educação precisa ser feita, embora, segundo ele, a realidade teria mudado. Conforme Adilo, de 2021 ate 2026 a busca por creche diminuiu, enquanto a busca pelo ensino fundamental aumentou em Caxias do Sul. O prefeito também revelou que o projeto de PPP está sendo reorganizado. Silvana também contesta e reforça que a educação deve ser tratada com seriedade.

Fizeram todo um trabalho, um contrato, uma licitação, bateram martelo em São Paulo para construir creches. Agora dizem que não tem dinheiro para construir as creches, porque tem muitas. Nós sempre achamos que aquilo era uma proposta muito fora da realidade. E que irá comprometer o futuro das próximas gestões. Mas aí o que acontece? Eles agora querem rever, incluindo a educação e o ensino fundamental”. Ela é taxativa: “querem vender a escola, na prática! Então as escolas hoje sobrevivem e se mantêm com o recurso pequeno que o município repassa. Agora, quando é para iniciativa privada, é muito mais dinheiro. Então nós somos contra a PPP da educação, porque ela compromete o futuro da educação em Caxias do Sul, na medida em que vai ter um valor altíssimo para ser pago para as construções e manutenção, dinheiro que nós não temos, dinheiro que não tem no município e que vai impedir que se expanda a rede ou que se melhore as condições salariais dos professores“, diz.

Silvana reforça ainda, que o sindicato vem apresentando uma série de propostas ao Executivo em diversas áreas. Ela aponta ainda, que a situação atual é resultado de decisões políticas tomadas ao longo dos últimos anos, sem o devido planejamento de médio e longo prazo. Silvana relembra que longo dos últimos anos, o sindicato tem alertado reiteradas vezes sobre a necessidade de revisar contratos, redimensionar despesas e estabelecer prioridades para garantir o equilíbrio das contas públicas. “Não dá para aceitar isso. Quem quer dar a culpa da crise aos servidores está errado. É muito melhor abrir essas contas, porque a gente vai ver daí quem é realmente o vilão nessa história“, finaliza.

 

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