Baixo controle do mosquito Aedes aegypti em Caxias preocupa Sindiserv

 Baixo controle do mosquito Aedes aegypti em Caxias preocupa Sindiserv

O Sindiserv encaminhou na manhã da última sexta-feira, 13, um documento ao prefeito Adiló Didomenico e ao Secretário Municipal da Saúde, Rafael Bueno, manifestando preocupação com os indicadores da Vigilância em Saúde do município, especialmente em relação às ações de controle do mosquito Aedes aegypti, transmissor da dengue.

De acordo com o sindicato, parâmetros utilizados na vigilância epidemiológica indicam que, para garantir efetividade nas ações de prevenção e controle vetorial, é necessário que ao menos 80% dos imóveis do município sejam visitados. No entanto, dados recentes apontam que Caxias do Sul alcançou aproximadamente 15% de cobertura, índice considerado muito abaixo do recomendado.

Conforme a presidente do Sindiserv, Silvana Piroli, diante desse cenário, o sindicato solicitou que a administração municipal avalie, com urgência, a ampliação do número de Agentes de Combate às Endemias e o fortalecimento das estratégias de vigilância e prevenção no município.

Para a entidade, investir na ampliação das equipes representa uma medida estratégica para melhorar os indicadores de controle da dengue, proteger a saúde da população e reduzir custos futuros do sistema de saúde. O sindicato também afirma que permanece à disposição para o diálogo institucional sobre o tema.

“O município poderia ter muito mais servidores, agentes de endemias trabalhando para poder atender melhor a população e para ter mais resolutividade. Nós precisamos ser claros de que o serviço público é a gente que faz e a população precisa ser atendida. Reivindicamos que amplie a cobertura, que atendam a reivindicação e a necessidade do município, para que a gente tenha mais saúde e não coloque a população em risco”, defendeu.

Dengue

A dengue é considerada um importante problema de saúde pública no Brasil, com aumento de casos e registros de óbitos nos últimos anos. Além dos impactos diretos à saúde da população, a doença também provoca maior demanda por atendimentos nas unidades de saúde, sobrecarga nos serviços de urgência e aumento dos custos hospitalares, principalmente nos casos que exigem internação.

No documento, o sindicato também lembra que as ações de vigilância e controle de endemias estão previstas em legislações nacionais, como a Lei nº 8.080/1990, que organiza o Sistema Único de Saúde (SUS), e a Lei nº 11.350/2006, que regulamenta as atividades dos Agentes Comunitários de Saúde e dos Agentes de Combate às Endemias.

 

0 Shares

Relacionados