Segunda-feira é Dia Nacional de Luta contra a Reforma da Previdência

A segunda-feira, dia 19 de fevereiro, será um Dia Nacional de Luta contra a Reforma da Previdência. Haverá greves, manifestações e protestos em todo o país. Na semana passada (dia 09/02), mais de 70 entidades, entre sindicatos e movimento social e comunitário, reuniram-se no Sindicato dos Comerciários para definir a participação de Caxias do Sul na mobilização. Como resoluções do encontro, foram organizadas as atividades do dia de protesto.

No período da manhã, a partir de 8h30min, será realizada a palestra “Reformas Liberais: Combinação explosiva – Negação de direitos e desmonte da seguridade”,  com a palestrante Valdete Souto Severo, doutora em Direito do Trabalho pela USP/SP e juíza no Tribunal Regional do Trabalho (TRT). O evento é organizado pela Associação Gaúcha dos Advogados Trabalhistas (Agetra), Coletivo de Comunicação Alternativa e os Movimentos Sociais e de Trabalhadores de Caxias do Sul, será realizada no auditório do Sindiserv, que apoia a atividade, juntamente com o Sindilimp, Sindicomerciários, Sindicato dos Bancários, Sindicato dos Metalúrgicos e Sinpro/Caxias.

Na parte da tarde, está programada a concentração na Praça Dante Alighieri, a partir das 15h, com “aula pública” sobre a Reforma da Previdência. A partir das 17h, também na Praça Dante, haverá um Ato Público, com manifestação de lideranças. Durante o dia, outros atos e manifestações serão realizados em setores específicos.

“Tirem as mãos da nossa aposentadoria”, diz o folheto que está sendo distribuído para o chamamento das atividades em Caxias do Sul. O Dia Nacional de Luta têm o objetivo de aumentar a pressão sobre os deputados para que eles não votem a proposta do governo ilegítimo de Michel Temer (MDB). Conforme a Frente Brasil Popular – organização que reúne os movimentos sociais do país – a Reforma da Previdência não corta privilégios, mas acaba com o direito à aposentadoria de milhões de trabalhadores e trabalhadoras e resultará no desmonte da seguridade social e num estímulo ao crescimento da previdência privada, deixando a sociedade refém dos bancos num pacto dos golpistas com o capital financeiro. Embora o governo tenha gastado milhões em propaganda enganosa tentando convencer de que a Reforma da Previdência é positiva, está cada vez mais difícil obter os votos para a aprovação da lei. Isso é uma vitória dos atos, greves e mobilizações realizados e da campanha que propõe: “Quem votar não volta”, ou seja, que os deputados que votarem a favor da Reforma da Previdência não recebam votos e não sejam reeleitos.

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