Servidora encantadora de crianças

Liamar Andreia Kerber, 46 anos, distribui sorrisos por onde passa, uma das características das pessoas que amam o que fazem! Há 26 anos na rede pública de ensino, desenvolve atividades junto ao programa de Atendimento Educacional Especializado (AEE) auxiliando crianças com necessidades especiais no turno de aula e contraturno escolar. “Raramente me sinto cansada, adoro o que faço e trabalho em um ambiente em que aprendo muito mais que ensino”, revela.

A servidora atende cerca de 25 crianças, com diversos tipos de necessidades educativas especiais, na Escola Municipal de Ensino Fundamental José Protásio, que conta com aproximadamente mil alunos. Em sua rotina estão atividades lúdicas, de integração, coordenação e aprendizado. Minha rotina é bem corrida, pois a demanda da escola é grande. Uma vez por mês realizamos a docência compartilhada que é um momento em que eu entro na sala de aula, e mostro que a inclusão é possível. É nessa vivência que as diferenças passam a ser respeitadas”, conta.

Este trabalho provocou também uma mudança em Liamar, que passou a valorizar as pequenas coisas do cotidiano. “O simples fato de uma criança conseguir pegar o lápis na mão, algo tão corriqueiro no cotidiano de muitas pessoas, é comemorado com muita emoção para uma criança com problema motor”, compara.

A partir da Lei Brasileira de Inclusão da Pessoa com Deficiência, vigente desde 2005, a servidora acredita que existe um ganho no desenvolvimento da criança com necessidades especiais quando vivenciado no ambiente escolar. “Em muitas situações, os próprios alunos encontram mecanismos de auxiliar e ensinar o colega através da aprendizagem compartilhada, onde ele assimila e repassa o conhecimento ao coleguinha”, explica.

Hoje, aproximadamente, 1175 estudantes estão em processo de inclusão, nas 85 escolas de Ensino Fundamental da Rede Municipal de Ensino, frequentando a sala de aula no ensino comum e o AEE. “Tenho muito orgulho de ser educadora, meu desafio permanente é tornar essas pessoas mais cidadãs e principalmente mais independente para a vida.”

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