CUT-RS fortalece luta para barrar reformas de Temer e convoca Greve Geral

A CUT-RS, federações e sindicatos filiados lançaram nesta semana um novo jornal especial contra as reformas trabalhista e da Previdência do governo ilegítimo de Michel Temer (PMDB). A publicação também convoca a Greve Geral de 30 de junho.

Com as chamadas “O povo nas ruas por Diretas Já e para defender a aposentadoria e a CLT” e “Barrar as reformas, nenhum direito a menos”, o material é o quarto da campanha contra as reformas do golpista Temer.

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A nova edição já está sendo distribuída pelas entidades filiadas e comitês sindicais e populares de todo o Rio Grande do Sul, especialmente nos redutos eleitorais dos parlamentares que apoiam o governo Temer. “Muitos deputados têm dupla personalidade: em Brasília integram a base do Temer, mas aqui fazem outro discurso”, salienta o presidente da CUT-RS, Claudir Nespolo.

A exemplo do que ocorreu na edição anterior, a contracapa do jornal traz a chamada “Inimigos dos Trabalhadores” e mostra fotos, nomes e partidos dos deputados que votaram a favor do projeto da reforma trabalhista no plenário da Câmara. “Estamos denunciando esses parlamentares que se posicionaram contra os direitos dos trabalhadores, para que sejam marcados na paleta e não sejam reeleitos em 2018”, avisa Claudir.

Pesquisa

A publicação apresenta ainda dados da recente pesquisa feita pelo Instituto de Pesquisa Social e Acessibilidade (Ipesa) e encomendada pela CUT-RS. O levantamento apontou que 82,6% dos gaúchos querem eleições diretas já, 71,3% dos entrevistados são favoráveis às manifestações “Fora Temer”, 72,4% são contra a reforma da Previdência e 62,4% se posicionam contrários à reforma trabalhista.

Referente às privatizações, 67,6% dos entrevistados são contrários a venda das empresas públicas CEEE, Sulgás, Companhia Riograndense de Mineração (CRM), Corsan, Banrisul, Banco do Brasil, Caixa Econômica Federal e Petrobrás.

Para o secretário de Comunicação da CUT-RS, Ademir Wiederkehr, o jornal é um instrumento não só de comunicação, mas também de mobilização dos trabalhadores e da população. “Precisamos fortalecer a resistência e a luta pelas eleições diretas já, a fim de barrar essas reformas que representam o desmonte dos instrumentos de proteção social da classe trabalhadora no Brasil”, aponta.

Fonte: CUT-RS

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